quarta-feira, 29 de maio de 2013







































4 comentários:

Anônimo disse...

Uuuuuuuuuuiii, Oscar, querido, nunca duvidamos que este sol maravilhoso ia rair. Doeu, doeu muito, até chegar aqui, mas você, corajosamente, não caiu de quatro para o MP e nem para aqueles que queriam te ver pelas costas e falar mal. Pelas costas, amorzinho, só cabe elogio para você. E de frente também, afinal, cada um põe a boca onde bem deseja.
Ao longo desses quase seis anos em que você vivia meio que entalado, gemendo, dobrando-se de dor pelos cantos da cidade, sentando em tudo que era gabinete da prefeitura; nesse longo e terrível inverno, no qual somente o calor dos amigos (e eram poucos)cobria a sua nudez diante dos tribunais,você aprendeu muita boa e contundente lição. A principal é que couro de pandeiro não faz só mulata dançar, mas também dono de boate resistir a tudo que lhe introduzem pelas vias jurídicas e outras vias mais afuniladas e desguarnecidas.
Mas, benzoca, tudo acabou. Tudo agora é alegria, luz e purpurina. Oscar Mar(avilhoso)oni está de volta, gente linda! Queremos ver você correndo nuinho outra vez no Bahamas, fauno garrido das mil e uma travessuras! Seu pipi azul está de volta pra zumbi nenhum botar defeito! Estamos aqui no Bar da Noca contando os segundos pra ver você entrar em cena.

Agora que tudo tá mais divino maravilhoso, que casamento gay já não é mais teatrinho da Gaiola das Loucas, vamos mais uma vez repetir:

Sai do Armário e entra num Armani, Maroni.
Movimento Gay de Pirituba. Vem conhecer a Pirituba você também.

Jacob disse...

Eu sempre venho por aqui mas nunca escrevi nada, de maneira que hoje darei a minha opinião.

Eu entendo que quem é empresário da indústria do sexo deveria se unir e criar uma expressão política para representar seus interesses perante a sociedade (evidentemente verificando os aspectos legais).

Na Espanha existe a ANELA, que representa os empresários desse setor, no Brasil não existe nada. Sabemos que por aqui as coisas são mais difíceis, as pessoas não acreditam nisso por falta de vivência política.

Acredito que o principal interesse dessa Entidade seria defender a legalização da prostituição, entendido isso como a retirada do nosso Código Penal das leis que criminalizam o entorno da garota de programa. Feito isso, haveria toda a regulamentação do setor.

Todos somente teriam a ganhar com isso:

1. Os empresários, por poderem fazer marketing do seu negócio e pelas possibilidades que seriam abertas com o turismo, aumentado o faturamento da atividade econômica;

2. As garotas, por melhores opções de trabalho em um ambiente legal;

3. Os clientes, pela maior variedade de casas com o fim da insegurança jurídica que permitiria fossem feitos investimentos, coisa que hoje não ocorre. Ninguém vai investir em algo que pode ser fechado pela polícia amanhã;

4. A sociedade, passaria a receber o benefício dos impostos de uma atividade legal.

Ocorre que isto é uma questão política e que somente se soluciona com iniciativas políticas. De maneira que uma Associação com essa finalidade deveria cuidar dos entendimentos políticos, procurando parlamentares e expondo a questão.

Ando lendo o que se publica no exterior sobre o assunto prostituição e pude notar que quase tudo é desconhecido no Brasil. Fui ler as justificativas daquele PL feito pelo Gabeira e achei tudo muito incipiente, é como se ninguém conhecesse esse assunto.

Assim, essa Entidade também teria a incumbência de procurar atualizar o debate, fornecendo subsídios dos diversos aspectos da prostituição que são discutidos no exterior, quais sejam, feminismo, tráfico internacional de pessoas, estigma, legislação, experiências bem sucedidas como a da Nova Zelândia, como foi feita a legalização na Alemanha, publicações de especialistas, principalmente daqueles favoráveis a legalização, etc.

Uma Entidade assim agiria em aliança com os demais segmentos interessados na legalização, como o movimento organizado das prostitutas.

Isso é uma coisa que me parece óbvia, não imagino porque não se pensou nisso ainda.

Sou cliente de clínicas de massagens e no passado já militei politicamente.

Anônimo disse...

Não sei por que nunca se discute seriamente, neste espaço, sobre o negócio degradado e degradante dos prostíbulos. Se é certo que todos os envolvidos ---- donos de prostíbulos e as prostitutas ---- estão no negócio por vontade própria, não é menos verdade que própria sociedade ainda enxerga a questão com um grande mal estar. Por quê?
É sintomático que uma campanha do governo federal, sobre sexo seguro com prostitutas, tenha tentado destacar que o trabalho possa proporcionar "felicidade" às profissionais. Mas não foi muito além da intenção, pois logo as peças da campanha institucional foram tiradas de circulação.
Concordo que discutir a felicidade nesse contexto é bastante subjetivo, e isso não deveria ser tema da tal campanha. Contudo, o mal estar, a que me referi, não tem a ver com essa suposta felicidade, mas com os vários sentidos relacionados à prostituição, desde a venalidade do corpo até o da relação conjugal fora do casamento, em caso específico.

JPL

Anônimo disse...

Viva o maroni!

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